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7.11.05





Alguma coisa está para mudar no rádio, sabe?
Tem algo pairando no ar, e não é música nem notícia. É estilo, formato, plástica.
Certa vez conversei com um dos maiores diretores comerciais de rádio em São Paulo sobre o futuro do meio.
Ele foi bem cético a respeito. Disse que a "segmentação" não aconteceria tão cedo. Que nos 30 anos dele em rádio, já tinha ouvido falar bastante sobre isso mas que nunca o mercado suportou o formato.
Esse papo foi há uns 4 anos. Mas algumas coisas estão mudando.
Ao mesmo tempo que uma emissora está prestes a desaparecer, o formato que surge em seu lugar é altamente dirigido. Não lembro onde li que audiência em rádio só com jornalismo. Mas de qualquer forma eu entendo que não são só os colegas das redações que tem sua identidade tão ligada ao rádio.
São Paulo tem em FM msis emissoras all news do que muitos grandes centros urbanos.
Ok, o formato é bem aceito.
Mas algo vai mudar no dial. O jeito de fazer rádio está mudando em sintonia com os ouvintes: muito mais críticos e aptos a dar sua sugestão.
Algo que com o tempo foi sendo deixado de lado volta com força total no início desse século: fazer rádio junto com o ouvinte. Anos atrás a enxurrada de jabá e promoções das majors acabram tirando um pouco a identidade do rádio brasileiro. Hoje o processo é inverso e a obrigatoriedade em alcançar público em rádio não é mais somente concentrada nas mãos de atrações fornecidas por gravadoras e afins.
O profissional de rádio voltou a ter a necessidade de ser uma peça criativa e incansável na busca da audiência.
Não que em algum momento não o foi. Mas é que foi de uma forma incompleta, rebuscado talvez.
Sinto que hoje em dia se faz muit mais necessário o contato desse profissional com o ouvinte, com seu público. E não só pelos telefonemas que uma rádio recebe, ou pelas promoção que faz, mas sim pelo entendimento da crítica e das sugestões dadas.
O que eu vi muito nesses anos foi a completa distância do profissional de rádio do seu público. O maior contato era o locutor com o ouvinte e só. Programação, direção e promoção só atuavam de acordo com perfil de ouvintes, mas não com os próprios.
Situação essa que ao meu ver vai mudar. Muito mais espaço dentro da programação será dado ao ouvinte, muito mais atuação dentro da programação de uma rádio o ouvinte vai ter.
Tudo isso vai acontecer em poucos anos, em pouco espaço de tempo.

Tem algo de novo pairando no ar.
E não é música e nem notícia.

Aquela coisa toda pra vc...

Tenta a Sorte :

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